Pular para o conteúdo principal

Concordância com “maioria”

Na hora de falar ou escrever, muita gente “enrosca” para fazer a concordância do verbo. A dúvida aparece principalmente diante de expressões partitivas, como “a maioria dos(as)” e “a maior parte dos(as)”. Quando o verbo deve estar no singular e quando deve estar no plural? Vamos entender como isso funciona.

1. Na língua padrão, predomina a concordância com o núcleo da expressão (“maioria”), ou seja, a flexão do verbo no singular (“a maioria das pessoas gosta de festas”), mas também há registros em que o verbo concorda com o especificador do núcleo (“a maioria das pessoas gostam de festas”). No primeiro caso, a ênfase é dada ao núcleo da expressão; no segundo caso, ao especificador.

2. Outras expressões que entram nesse caso de concordância: grande parte dos(as), a metade dos(as), a maior parte dos(as).

3. Há casos em que aparece um “que” depois desse tipo de expressão partitiva. Como será a concordância do verbo? “A maioria das pessoas que é animada gosta(m) de festas” ou “a maioria das pessoas que são animadas gosta(m) de festas”?

4. O verbo será sempre no plural, já que o pronome relativo “que” retoma o especificador da expressão: “pessoas”.

5. Portanto, a forma correta é “a maioria das pessoas que são animadas gosta(m) de festas”.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

A todos ou à todos?

A primeira forma é a correta, sem crase. Relembrando, a crase marca a fusão do artigo “a(s)” com a preposição “a”. A palavra “todos” é um pronome indefinido plural e significa todo mundo, todas as pessoas. Como os pronomes não são acompanhados de artigos, aquele “a” que tem antes de “todos” é somente preposição, portanto, sem crase.

"Nada de mais" ou "nada demais"?

A primeira forma é a correta.Nada de mais, nada de menos. Não: nada "demenos". É preciso ficar com o "de": nada de interessante, nada de importante, nada de blablablá. O "de" não é de "demais". Demais é um advérbio que significa demasiadamente, em excesso, além da conta. Não parece fazer sentido: "Isso não é nada de em excesso". Já parece fazer sentido: "Isso não é nada de mais". Mais uma: Há a locução "por demais", que significa demasiadamente, excessivamente. Vale lembrar da frase exclamativa: Isso é demais! Nesse caso, é "demais", junto assim. Não temos aqui o "nada de". Temos aqui o "isso é". Isso é demais, é incrível, é complicado, é, às vezes, difícil de explicar.
Veja neste blog a diferença entre "demais" e "de mais".