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Mostrando postagens de Dezembro, 2007

Réveillon e Ano-Novo

De onde veio e como usamos a palavra Réveillon? O que ela significa? O correto é Ano Novo ou Ano-Novo? Dia 1º de janeiro ou dia 1 de janeiro? Vamos às respostas.

1. Réveillon
O substantivo masculino Réveillon veio do francês e tem três significados de acordo com o dicionário “Houaiss”: ceia da noite de Ano-Novo; festejos que costumam acompanhar a ceia e a passagem do ano; e véspera de Ano-Novo. Geralmente a palavra é escrita com inicial maiúscula.

2. Ano-Novo
Para se referir ao ano entrante, à festa e ao momento da passagem do ano, escrevemos Ano-Novo (com plural: Anos-Novos). O hífen marca a união de duas palavras que, juntas, formam outra com sentido independente. Também é costume escrever as iniciais com letra maiúscula.

3. Dia 1º ou dia 1?
A primeira forma é a única correta. A norma oficial para escrever a data em algarismos é 1º de janeiro, por se tratar do primeiro dia do mês, e não 1 ou 01. A propósito, Feliz 2008!

Natal

Chegou o Natal. E esta coluna de língua portuguesa não poderia deixar de contar como essa palavra tão lida, escrita e dita chegou à nossa língua e em que contextos é usada.
Natal é uma palavra de origem latina. Em latim, havia a expressão “dies natalis” ou “natalis”, que significava o dia de nascimento de alguém. A forma reduzida “natalis” passou por uma mudança fonética (de som) ao longo do tempo e chegou à língua portuguesa como natal.
Os dicionários a registram como adjetivo e como substantivo.
1. Como adjetivo, natal é o que é relativo ao nascimento (terra natal).
2. Como substantivo, significa o dia do nascimento ou um cântico natalino de origem medieval.
Escrito com letra maiúscula, Natal refere-se à festa do nascimento de Jesus, celebrada no dia 25 de dezembro pela Igreja Católica.
A palavra natal (com minúscula) deu origem a pré-natal, pós-natal, neonatal e natalício. Já Natal (com maiúscula) originou o adjetivo natalino, que significa o que é relativo ao Natal. Falando nisso, Feliz…

Braço direito ou braço-direito?

A primeira forma é a correta. Essa locução e não tem hífen. Ela se refere ao principal e eficaz auxiliar de alguém. Ex.: Aquele assessor é o braço direito do vereador. Um sinônimo é braço forte, que significa, além de braço direito, pessoa valente e decidida. Outra locução sem hífen é saia justa, aquela situação que, vez ou outra, acontece a alguém.

Acessor ou assessor?

A segunda forma é a correta. Assessor é aquele que ajuda, auxilia, assiste (presta assistência, assessora). Segundo o “Houaiss”, o assessor exerce uma atividade ou cargo para ajudar alguém em suas funções. Também pode ser “especialista em determinado assunto que auxilia alguém em cargo de decisão com subsídios da área de sua especialidade”. Repare nas grafias: assessor, assessoria, assessorar, acesso, acessório e acessar.

Cantor-mirim ou cantor mirim?

A segunda forma é a correta. Mirim é adjetivo quando se refere a: 1) de tamanho reduzido, pequeno; 2) que ainda é criança, infantil; 3) de criança, destinado às crianças; e 4) do futebol, referindo-se à categoria de jogadores na faixa de 14 anos. Nesses casos, é escrito sem hífen. Exemplos: lagoa mirim, cacique mirim, clube mirim, repórter mirim.

Rubrica ou rúbrica?

A primeira forma é a correta. Rubrica é uma palavra paroxítona, isto é, a penúltima sílaba é a tônica – nesse caso, -bri-. A pronúncia deve seguir o mesmo caminho, com ênfase na sílaba do meio. Esta, no entanto, não é a única palavra que é confundida pelos falantes da língua portuguesa. Pudico (e não púdico) é outra palavra que é paroxítona, mas que às vezes é escrita e falada como proparoxítona.

Prol ou pról?

A primeira forma é a correta. Prol, mais usado na locução “em prol de” – com o sentido de “em favor de” –, não entra nas regras de acentuação das oxítonas, que recebem acento quando terminam em “a”, “e” e “o” seguidos ou não de “s”. Exemplos: cajá, ananás, pé, pajés, pó, sós, dendê, freguês, metrô e propôs. Rol é outra palavra que não recebe acento.

Vales-transporte ou vales-transportes?

As duas formas são corretas. O plural pode ser feito nas duas partes ou somente na primeira. Os dois tipos de plural podem ser aplicados a outras palavras compostas que têm “vale” antes do hífen, com o mesmo sentido. Exemplos: vale-alimentação, vale-brinde, vale-compras, vale-refeição. No caso de gentílicos, vale não tem plural. Exemplo: o plural de vale-paraibano é vale-paraibanos.