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Mostrando postagens de Fevereiro, 2007

'Vale a pena' ou 'Vale à pena'?

A primeira forma é a correta. Relembrando, ocorre crase quando há a fusão do artigo “a(s)” com a preposição “a”. A expressão “vale a pena” quer dizer vale o sacrifício ou merece o esforço. Percebemos então que nela somente está presente o artigo “a”, portanto, não há ocorrência de crase.

Casos de paronímia (3)

1. “Descrição” e “discrição”: “Descrição” significa representação fiel oral ou escrita de algo ou alguém, reprodução. Em literatura, o termo quer dizer representação do aspecto exterior de seres e coisas. Ex.: “Fiz uma descrição da viagem à África”. Já “discrição” é a qualidade do que é discreto, do que não chama a atenção. Ex.: “Aquela senhora veste-se com discrição”.
2. “Absorver” e “absolver”: “Absorver” é o mesmo que fazer desaparecer (algo) por incorporação ou assimilação; embeber, aspirar. Ex.: “O pano absorveu todo o líquido derramado”. “Absolver” é
o ato de inocentar, isentar (alguém) da penalidade que corresponde a uma culpa. Ex.: “O juiz absolveu o réu”.

Casos de paronímia (2)

1. “Comprimento” e “cumprimento”: “Comprimento” significa medida, extensão, tamanho; a maior dimensão horizontal. Ex.: “A mesa tem dois metros de comprimento”. Já “cumprimento” pode significar uma saudação (verbo “cumprimentar”) e a execução de algo (verbo “cumprir”). Ex.: “Eu cumprimento todas as pessoas” e “O cumprimento dessa tarefa é fácil”.
2. “Eminente” e “iminente”: “Eminente” equivale a alto, elevado, proeminente, sublime, excelente. Ex.: “O escritório fica no prédio eminente daquela região” e “Ele é um eminente advogado”. Já “iminente” caracteriza algo que está a ponto de acontecer. Ex.: “A queda da parede é iminente”.

'Botija' ou 'Butija'?

A primeira forma é a correta. “Botija” não é uma palavra muito utilizada no cotidiano, a não ser na famosa e difundida expressão “pegar com a boca na botija”. Nesse caso, significa um vasilhame (de barro ou metal) em forma de garrafa cilíndrica ou bojuda, de gargalo fino e curto e que geralmente tem asa.

'Perca' ou 'Perda'?

As duas formas estão certas, mas têm diferenças no uso. “Perda” é um substantivo que quer dizer privação de algo (“perda da casa”, “perda de tempo”). Já “perca” é a forma do verbo perder flexionada nos modos subjuntivo e imperativo (“você quer que eu perca”, “você quer que ele perca”, “não perca essa chance”).

Casos de paronímia (1)

São chamadas de parônimas as palavras muito semelhantes na escrita e na pronúncia, mas que têm significados diferentes. A lista é grande, por isso devemos ter atenção na hora de escrevê-las e saber seu significado, a fim de não incorrermos em erro. Publicaremos aqui, a partir de hoje, sempre aos domingos, casos de paronímia.

1. “Mandado” e “mandato”: de acordo com o “Houaiss”, um dos sentidos de “mandado” é “ordem escrita emitida por autoridade pública”. Ex.: “Mandado de busca e apreensão”. O emprego mais
comum da palavra “mandato” é com o sentido de “período de exercício de um cargo eleitoral”. Ex.: “O prefeito está no meio do mandato”.
2. “Ratificar” e “retificar”: “ratificar” significa confirmar, comprovar, reafirmar, validar. Ex.: “O resultado ratificou minha previsão” e “Ela ratificou tudo o que afirmou antes”. Já “retificar” é mais usado com o sentido de corrigir, emendar, portanto, o oposto de “ratificar”. Ex.: “A notícia do jornal foi retificada” e “Ele retificou o endereço”.

'Descriminar' ou 'Discriminar'?

As duas formas estão corretas. “Descriminar” significa descriminalizar, isentar de culpa. Já “discriminar” tem os sentidos de distinguir, discernir; classificar, listar; formar grupo à parte por alguma característica; e tratar mal ou de modo desigual. Não confunda a grafia dos dois verbos.

'Juro' ou 'Juros'?

As duas formas estão corretas. “Juros” é o plural de “juro”, sendo assim, o artigo, os adjetivos e verbos que acompanharem essa palavra devem concordar em número e gênero com ela. Exemplos: “Neste mês o juro caiu consideravelmente” e “Os juros estão altos”. Não escreva: “O menor juros”.

'Haver' como verbo impessoal

“Haver” é um verbo complexo da língua portuguesa. Veja como ele gera dúvida: “havia pessoas na sala” ou “haviam pessoas na sala”? Isso porque ele não se comporta como a maioria dos verbos. O sentido em que é empregado determina se ele é ou não impessoal. Vamos entender como isso funciona.

1.Verbo impessoal é o tipo de verbo que não tem sujeito. Não há sujeito com quem concordar. Por isso, ele é sempre conjugado na terceira pessoa do singular. O verbo “haver” é considerado impessoal quando tem o sentido de “existir”, “ocorrer” e “acontecer”. Exemplo: “havia pessoas na sala”.
2. No entanto, é importante ressaltar que os verbos “existir”, “ocorrer” e “acontecer” não possuem essa peculiaridade de ser impessoal como o verbo “haver”. Isso quer dizer que esses verbos têm de ir para o plural quando o contexto da oração exigir. Exemplos: “existiram ações suspeitas”, “ocorreram casos de doença”, “aconteceram muitos shows na minha cidade”.