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Casos de paronímia (2)

1. “Comprimento” e “cumprimento”: “Comprimento” significa medida, extensão, tamanho; a maior dimensão horizontal. Ex.: “A mesa tem dois metros de comprimento”. Já “cumprimento” pode significar uma saudação (verbo “cumprimentar”) e a execução de algo (verbo “cumprir”). Ex.: “Eu cumprimento todas as pessoas” e “O cumprimento dessa tarefa é fácil”.
2. “Eminente” e “iminente”: “Eminente” equivale a alto, elevado, proeminente, sublime, excelente. Ex.: “O escritório fica no prédio eminente daquela região” e “Ele é um eminente advogado”. Já “iminente” caracteriza algo que está a ponto de acontecer. Ex.: “A queda da parede é iminente”.

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A todos ou à todos?

A primeira forma é a correta, sem crase. Relembrando, a crase marca a fusão do artigo “a(s)” com a preposição “a”. A palavra “todos” é um pronome indefinido plural e significa todo mundo, todas as pessoas. Como os pronomes não são acompanhados de artigos, aquele “a” que tem antes de “todos” é somente preposição, portanto, sem crase.

"Nada de mais" ou "nada demais"?

A primeira forma é a correta.Nada de mais, nada de menos. Não: nada "demenos". É preciso ficar com o "de": nada de interessante, nada de importante, nada de blablablá. O "de" não é de "demais". Demais é um advérbio que significa demasiadamente, em excesso, além da conta. Não parece fazer sentido: "Isso não é nada de em excesso". Já parece fazer sentido: "Isso não é nada de mais". Mais uma: Há a locução "por demais", que significa demasiadamente, excessivamente. Vale lembrar da frase exclamativa: Isso é demais! Nesse caso, é "demais", junto assim. Não temos aqui o "nada de". Temos aqui o "isso é". Isso é demais, é incrível, é complicado, é, às vezes, difícil de explicar.
Veja neste blog a diferença entre "demais" e "de mais".