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Casos de paronímia (3)

1. “Descrição” e “discrição”: “Descrição” significa representação fiel oral ou escrita de algo ou alguém, reprodução. Em literatura, o termo quer dizer representação do aspecto exterior de seres e coisas. Ex.: “Fiz uma descrição da viagem à África”. Já “discrição” é a qualidade do que é discreto, do que não chama a atenção. Ex.: “Aquela senhora veste-se com discrição”.
2. “Absorver” e “absolver”: “Absorver” é o mesmo que fazer desaparecer (algo) por incorporação ou assimilação; embeber, aspirar. Ex.: “O pano absorveu todo o líquido derramado”. “Absolver” é
o ato de inocentar, isentar (alguém) da penalidade que corresponde a uma culpa. Ex.: “O juiz absolveu o réu”.

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A todos ou à todos?

A primeira forma é a correta, sem crase. Relembrando, a crase marca a fusão do artigo “a(s)” com a preposição “a”. A palavra “todos” é um pronome indefinido plural e significa todo mundo, todas as pessoas. Como os pronomes não são acompanhados de artigos, aquele “a” que tem antes de “todos” é somente preposição, portanto, sem crase.

"Nada de mais" ou "nada demais"?

A primeira forma é a correta.Nada de mais, nada de menos. Não: nada "demenos". É preciso ficar com o "de": nada de interessante, nada de importante, nada de blablablá. O "de" não é de "demais". Demais é um advérbio que significa demasiadamente, em excesso, além da conta. Não parece fazer sentido: "Isso não é nada de em excesso". Já parece fazer sentido: "Isso não é nada de mais". Mais uma: Há a locução "por demais", que significa demasiadamente, excessivamente. Vale lembrar da frase exclamativa: Isso é demais! Nesse caso, é "demais", junto assim. Não temos aqui o "nada de". Temos aqui o "isso é". Isso é demais, é incrível, é complicado, é, às vezes, difícil de explicar.
Veja neste blog a diferença entre "demais" e "de mais".