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Casos de paronímia (7)

1. “Flagrante” e “fragrante”. “Flagrante” quer dizer o que é visto ou registrado no próprio momento de realização; o que é evidente e não pode ser contestado. Ex.: “Os policiais foram presos em “flagrante”. “Fragrante” significa o que exala bom odor, cheiroso, perfumado, portanto, está associado à fragrância. Ex.: “Comprei rosas fragrantes”.
2. “Área” e “ária”. “Área” é o mesmo que uma extensão mais ou menos limitada de espaço, um território, uma superfície, dentre outros sentidos. Ex.: “O BOM DIA circula em grande área do interior de São Paulo”. Já “ária” é relativo à música e tem como um de seus significados a composição para voz solista que integra uma ópera ou cantata.

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A todos ou à todos?

A primeira forma é a correta, sem crase. Relembrando, a crase marca a fusão do artigo “a(s)” com a preposição “a”. A palavra “todos” é um pronome indefinido plural e significa todo mundo, todas as pessoas. Como os pronomes não são acompanhados de artigos, aquele “a” que tem antes de “todos” é somente preposição, portanto, sem crase.

"Nada de mais" ou "nada demais"?

A primeira forma é a correta.Nada de mais, nada de menos. Não: nada "demenos". É preciso ficar com o "de": nada de interessante, nada de importante, nada de blablablá. O "de" não é de "demais". Demais é um advérbio que significa demasiadamente, em excesso, além da conta. Não parece fazer sentido: "Isso não é nada de em excesso". Já parece fazer sentido: "Isso não é nada de mais". Mais uma: Há a locução "por demais", que significa demasiadamente, excessivamente. Vale lembrar da frase exclamativa: Isso é demais! Nesse caso, é "demais", junto assim. Não temos aqui o "nada de". Temos aqui o "isso é". Isso é demais, é incrível, é complicado, é, às vezes, difícil de explicar.
Veja neste blog a diferença entre "demais" e "de mais".