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Casos de paronímia (4)

1. “Emergir” e “imergir”. De acordo com o “Houaiss”, “emergir” significa trazer ou vir à tona. Ex.: “O escândalo emergiu há cerca de um mês”. Já “imergir” quer dizer entrar ou penetrar em alguma coisa, em algum lugar; adentrar-se; estar imerso; afundar-se. Ex.: “Os guardas florestais imergiram na mata” e “O Titanic imergiu-se no mar”.
2. “Peão” e “pião”. “Peão” é o auxiliar de boiadeiro, o servente de obras, o trabalhador rural. Também é o nome de algumas peças do jogo de xadrez. Ex.: “O fazendeiro contratou um peão dedicado”. Já “pião” é um brinquedo, geralmente de madeira, com ponta metálica, enrolado em um cordão. Ex.: “Os meninos adoram jogar pião”.

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A todos ou à todos?

A primeira forma é a correta, sem crase. Relembrando, a crase marca a fusão do artigo “a(s)” com a preposição “a”. A palavra “todos” é um pronome indefinido plural e significa todo mundo, todas as pessoas. Como os pronomes não são acompanhados de artigos, aquele “a” que tem antes de “todos” é somente preposição, portanto, sem crase.

"Nada de mais" ou "nada demais"?

A primeira forma é a correta.Nada de mais, nada de menos. Não: nada "demenos". É preciso ficar com o "de": nada de interessante, nada de importante, nada de blablablá. O "de" não é de "demais". Demais é um advérbio que significa demasiadamente, em excesso, além da conta. Não parece fazer sentido: "Isso não é nada de em excesso". Já parece fazer sentido: "Isso não é nada de mais". Mais uma: Há a locução "por demais", que significa demasiadamente, excessivamente. Vale lembrar da frase exclamativa: Isso é demais! Nesse caso, é "demais", junto assim. Não temos aqui o "nada de". Temos aqui o "isso é". Isso é demais, é incrível, é complicado, é, às vezes, difícil de explicar.
Veja neste blog a diferença entre "demais" e "de mais".