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Casos de paronímia (6)

1. “Mantilha” e “matilha”. “Mantilha” é um tipo de véu, uma “echarpe que faz parte do traje nacional das espanholas, larga e comprida, de seda ou renda”, que cobre a cabeça e cai sobre os ombros. Já “matilha” é o coletivo de cães e também pode significar o “grupo de submarinos quando atacam em conjunto”. Ex.: “Aquela matilha anda por dois bairros inteiros”.
2. “Delatar” e “dilatar”. O verbo “delatar” significa denunciar alguém ou a si mesmo por algum crime. Ex.: “Ele delatou a quadrilha à polícia”. Já “dilatar” quer dizer “aumentar, pela elevação da temperatura, o volume ou as dimensões de um corpo”. Ex.: “O metal foi dilatado pelo calor”.

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A todos ou à todos?

A primeira forma é a correta, sem crase. Relembrando, a crase marca a fusão do artigo “a(s)” com a preposição “a”. A palavra “todos” é um pronome indefinido plural e significa todo mundo, todas as pessoas. Como os pronomes não são acompanhados de artigos, aquele “a” que tem antes de “todos” é somente preposição, portanto, sem crase.

"Nada de mais" ou "nada demais"?

A primeira forma é a correta.Nada de mais, nada de menos. Não: nada "demenos". É preciso ficar com o "de": nada de interessante, nada de importante, nada de blablablá. O "de" não é de "demais". Demais é um advérbio que significa demasiadamente, em excesso, além da conta. Não parece fazer sentido: "Isso não é nada de em excesso". Já parece fazer sentido: "Isso não é nada de mais". Mais uma: Há a locução "por demais", que significa demasiadamente, excessivamente. Vale lembrar da frase exclamativa: Isso é demais! Nesse caso, é "demais", junto assim. Não temos aqui o "nada de". Temos aqui o "isso é". Isso é demais, é incrível, é complicado, é, às vezes, difícil de explicar.
Veja neste blog a diferença entre "demais" e "de mais".