Pular para o conteúdo principal

Proibições

Você com certeza já se deparou em uma porta com o famoso aviso que proíbe a entrada em algum recinto. Mas, quando vemos a mesma advertência escrita de formas diferentes, a dúvida nos intriga. Afinal, “É proibido entrada”, “É proibida entrada” ou “É proibida a entrada”? Vamos entender como isso funciona.

1. Quando o sujeito da oração vier determinado por um artigo definido ou por um pronome demonstrativo, como “esse(a)”, “aquele(a)”, os manuais de gramática exigem que a concordância seja feita. Exemplos: “É proibida a entrada de pessoas estranhas”, “São proibidos os animais”.

2. Se “proibido” vier anteposto a um sujeito não determinado por um artigo definido ou por um demonstrativo, ele fica invariável, ou seja, no masculino singular, mesmo que o sujeito seja uma palavra feminina. Exemplos: “Proibido entrada”, “Proibido animais”.

3. A regra é a mesma para os termos “preciso” e “necessário” nessas construções. Exemplos: “É preciso qualidades”, “É necessário auto-estima”.

4. Caso apareça um verbo após esse tipo de estrutura, a concordância também deverá ser feita no masculino singular.
Exemplos: “É proibido pisar na grama”, “É preciso estar atento”, “É necessário aguardar para ser antendido”.

5. Pelo que vimos, é preciso atenção ao escrever esses avisos.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

A todos ou à todos?

A primeira forma é a correta, sem crase. Relembrando, a crase marca a fusão do artigo “a(s)” com a preposição “a”. A palavra “todos” é um pronome indefinido plural e significa todo mundo, todas as pessoas. Como os pronomes não são acompanhados de artigos, aquele “a” que tem antes de “todos” é somente preposição, portanto, sem crase.

"Nada de mais" ou "nada demais"?

A primeira forma é a correta.Nada de mais, nada de menos. Não: nada "demenos". É preciso ficar com o "de": nada de interessante, nada de importante, nada de blablablá. O "de" não é de "demais". Demais é um advérbio que significa demasiadamente, em excesso, além da conta. Não parece fazer sentido: "Isso não é nada de em excesso". Já parece fazer sentido: "Isso não é nada de mais". Mais uma: Há a locução "por demais", que significa demasiadamente, excessivamente. Vale lembrar da frase exclamativa: Isso é demais! Nesse caso, é "demais", junto assim. Não temos aqui o "nada de". Temos aqui o "isso é". Isso é demais, é incrível, é complicado, é, às vezes, difícil de explicar.
Veja neste blog a diferença entre "demais" e "de mais".