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'Se ele propor' ou 'Se ele propuser'?

A segunda forma é a correta. Quando a oração for iniciada por “se”, o verbo deve estar no futuro do subjuntivo. “Propor”, que tem a conjugação de “pôr”, nesse caso fica “propuser”. Outros verbos, como “dispor” e “depor”, também são conjugados como “propor“ (“se ele dispuser”, “se ele depuser”).

'Cuarar a roupa' ou 'Quarar a roupa'?

A segunda forma é a correta. “Quarar”, segundo o dicionário “Houaiss”, é um regionalismo usado no Brasil que tem o mesmo significado de “corar” (clarear a roupa pela exposição à luz do sol). “Corar” também significa “dar cor”, “pegar cor”, “enrubescer” e até “acanhar-se”, entre outros.

'De repente' ou 'Derrepente'?

A primeira forma é a correta. De acordo com o dicionário “Houaiss”, “repente” é um substantivo masculino que significa: “ação repentina, dito repentino, impensado” ou “qualquer improviso ou verso improvisado”. A locução “de repente” significa, então, “de súbito, repentinamente”.

Os porquês

Na hora de escrever, uma das maiores dúvidas está no uso dos porquês. E não é para menos, já que são quatro formas diferentes: junto, separado, com acento e sem acento. Para acertar, precisamos pensar no contexto da frase. Há dicas que ajudam a escolher a forma correta. Vamos entender como isso funciona. 1. “Por que” (separado e sem acento) é usado em dois casos. Quando equivale às expressões “pelo(a) qual”, “pelos(as) quais”: “São lindos os caminhos por que (= pelos quais) passei”. E quando equivale a “por que razão”, “por qual razão”: “Por que (= por que razão) não temos uma sociedade mais justa?”. 2. “Porque” (junto e sem acento) introduz explicação ou causa do que se afirma: “Vou porque estou animada”. 3. Importante: não é a presença do ponto de interrogação que decide se é junto ou separado. Em “Você não foi porque estava doente?”, o que se pergunta não é por que a pessoa estava doente, mas, sim, se a doença foi o motivo da ausência. 4. “Por quê” (separado e com acento) é usado qu...

'Pode haver' ou 'Podem haver'?

A primeira forma é a correta. “Haver”, com sentido de existir, é impessoal, isto é, fica no singular porque não há um sujeito para que se tenha uma concordância (“há erros”). O mesmo vale para as locuções formadas com “haver”, como “pode haver” e “deve haver” (“pode haver erros”).

'Tinha entregue' ou 'Tinha entregado'?

A segunda forma é a correta. “Entregar” tem dois particípios: o longo (entregado) e o curto (entregue). O particípio longo é usado com os verbos auxiliares “ter” e “haver” (“tinha entregado” e “havia entregado”) e o curto, com os verbos auxiliares “ser” e “estar” (“foi entregue”, “está entregue”).