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Hipercorreção

“E o principal, temos em Pequim a delegação melhor preparada (...).”
A frase é do ministro do Esporte, Orlando Silva, e foi publicada na coluna “Ponto de vista” do dia 13.
Ele e muitos de nós, uma hora ou outra, acabamos errando na tentativa de acertar todas. Quem nunca ouviu que “não existe ‘mais bem’, o correto é ‘melhor’”?
Resultado: preocupados em não errar, saímos corrigindo tudo o que é “mais bem” por “melhor”, até aqueles corretíssimos casos de “mais bem”. Isso se chama hipercorreção.
Basicamente, é corrigir o que não está errado. Pela regra, quando os advérbios “bem” e “mal” vêm antes de um particípio, eles não se contraem com o “mais”. Assim, o certo é “delegação mais bem preparada”. Hoje já se admite na língua falada o uso de “melhor” em construções como essa do ministro. Na escrita culta, ainda é erro.
Um caso mais comum de hipercorreção acontece com quem aprende que o correto é “velha”, e não “véia”, e passa a falar também “telha de aranha” e “arelha de pralha”.

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