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Casos de homonímia (11)

1. Xá e Chá
“Xá” é um substantivo masculino que veio do persa “xah”, denominação atribuída a uma série de monarcas iranianos que antecederam a revolução islâmica de 1979. O título de xá também foi dado a soberanos de outros reinos do Oriente muçulmano. E “chá”, também substantivo masculino, é a infusão preparada com ervas.
2. Traz e trás
“Traz” é forma flexionada do verbo “trazer” na terceira pessoa do singular no tempo presente. Exemplo: ele traz flores toda vez que a visita. Já “trás” tem o sentido de atrás, na parte posterior, detrás, após, depois de. Exemplo: de trás para frente e de frente para trás.

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A todos ou à todos?

A primeira forma é a correta, sem crase. Relembrando, a crase marca a fusão do artigo “a(s)” com a preposição “a”. A palavra “todos” é um pronome indefinido plural e significa todo mundo, todas as pessoas. Como os pronomes não são acompanhados de artigos, aquele “a” que tem antes de “todos” é somente preposição, portanto, sem crase.

"Nada de mais" ou "nada demais"?

A primeira forma é a correta.Nada de mais, nada de menos. Não: nada "demenos". É preciso ficar com o "de": nada de interessante, nada de importante, nada de blablablá. O "de" não é de "demais". Demais é um advérbio que significa demasiadamente, em excesso, além da conta. Não parece fazer sentido: "Isso não é nada de em excesso". Já parece fazer sentido: "Isso não é nada de mais". Mais uma: Há a locução "por demais", que significa demasiadamente, excessivamente. Vale lembrar da frase exclamativa: Isso é demais! Nesse caso, é "demais", junto assim. Não temos aqui o "nada de". Temos aqui o "isso é". Isso é demais, é incrível, é complicado, é, às vezes, difícil de explicar.
Veja neste blog a diferença entre "demais" e "de mais".