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quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Freela ou frila?


A segunda forma já está registrada oficialmente.
"Freela" foi criado de freelance, que é o trabalho avulso feito por um profissional que não é funcionário de quem o contratou para o serviço. O Volp, Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa, registra free-lance, com hífen. Já free-lancer é quem faz free-lances.
O mesmo Volp registra essa forma "compacta" de se referir aos free-lances como frila. Então, frila.

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Bactericida ou antibactericida?

A primeira forma é a correta.
Bactericida é o que elimina bactérias. O sufixo -cida é o que tem o sentido de eliminar, matar, cortar. Exemplos: homicida, germicida.
Antibactericida, portanto, significa o que não é bactericida. Então, é o que não elimina bactérias, já que anti- tem o sentido de contra, de oposição.
O que é contra o crescimento de bactérias é antibacteriano, não antibactericida. É importante não confundir, pois os sentidos são opostos.

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Milhonário ou milionário?

A segunda forma é a correta.
Milionário é aquele que possui milhões. Apesar de a palavra "milhão" ser escrita com "lh", milionário não é derivado de milhão, mas sim da palavra francesa millionnaire.
Milhão vem do francês million. Milionário vem de millionnaire.

terça-feira, 9 de agosto de 2011

Ilícito ou elícito?

As duas palavras existem, mas têm sentidos diferentes.
Ilícito, que pode ser adjetivo e substantivo, é muito mais usual no cotidiano e significa o que é proibido por lei, o que não é lícito, o que vai contra os princípios da moral e do direito. Exemplo: enriquecimento ilícito.
Já elícito, apenas adjetivo, é o que é atraído, seduzido, aliciado. Seu uso é obsoleto, raro hoje em dia, quase não se verá em textos contemporâneos.

quinta-feira, 23 de junho de 2011

Incipiente ou insipiente?

As duas formas existem, mas têm significado diferente.
Incipiente, com "c", é o que está no início, o principiante. É um adjetivo de dois gêneros, ou seja, não varia em masculino e feminino. Exemplos: conhecimentos incipientes (= conhecimentos iniciais); professor incipiente (= professor iniciante, com pouca experiência); "[A Armênia é] Um país de futebol incipiente, que nunca participou da Eurocopa ou Copa do Mundo e cuja seleção ocupa a 66ª colocação no ranking da Fifa." (Folha de S.Paulo, 14/7/2013, neste link).
Já insipiente, com "s", é o que não tem saber, não tem sapiência. É o contrário de sábio. Também pode significar simplório, tolo e até sem juízo. Também é um adjetivo de dois gêneros. Exemplos: pessoa insipiente (= pessoa simplória, tola, ignorante); aquele programa X da TV, que já foi respeitável, hoje é insipiente.

(Texto alterado em 22/7/2013 para acréscimo de exemplos.)

terça-feira, 31 de maio de 2011

Acerto ou asserto?

As duas palavras existem na língua portuguesa.
Acerto significa o ato ou o dito acertado, o certo, correto. É o mesmo que acertamento, resultado da prudência, acaso feliz, sorte e ainda reparo e regulagem.
Asserto tem o sentido de opinião emitida como verdadeira ou considerada como tal. É o mesmo que asserção.

sábado, 21 de maio de 2011

"Quando eu ver o Fulano" ou "Quando eu vir o Fulano"?

A segunda forma é a correta, pois o verbo "ver" no futuro do subjuntivo é "vir". Desse modo, é preciso ter cuidado também para não dizer coisas como: "Se ela me ver" ou "Quando ela me ver". O correto é "Se ela me vir"; "Quando ela me vir"; "Quando eu vir o Fulano".

sexta-feira, 20 de maio de 2011

Presidente ou presidenta?

A lei federal 2.749, de 1956, do senador Mozart Lago (1889-1974), determina o uso da forma feminina para referir-se a cargos públicos ocupados por mulheres. Com a eleição da primeira mulher à Presidência da República no Brasil, a questão passou a ser alvo de discussões entre professores, gramáticos e dicionaristas.
A polêmica em torno do uso de "presidenta" deve-se ao fato de que na língua portuguesa os substantivos terminados por -nte são comuns de dois gêneros, portanto, invariáveis: o estudante, a estudante; o atendente, a atendente, etc. Por essa lógica, o correto seria dizer "o presidente", no caso de um homem no cargo, e "a presidente", no caso de uma mulher no cargo.
No entanto, alguns linguistas da USP, como Marcelo Módolo e Elis Cardoso de Almeida, ponderam, citando que a forma "presidenta" é um termo antigo, que já existia desde o dicionário de Cândido Figueiredo (1899). Além disso, a palavra no feminino já consta no Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa (Volp) e no Houaiss. Esses linguistas, embora prefiram o uso de "a presidente", defendem que as duas formas são válidas e que a preferência é quem irá resolver a questão na situação comunicativa. De acordo com o gramático Ataliba de Castilho, pode ser que um termo chegue até a substituir o anterior, pois "o uso é o senhor da língua".

quinta-feira, 19 de maio de 2011

"Seja qual fosse" ou "fosse qual fosse"?

A segunda forma é a correta.
"Seja qual for" é expressão consagrada. Mas e se precisarmos usá-la no passado? Como fica: "seja qual fosse" ou "fosse qual fosse"?
A dúvida foi enviada à Academia Brasileira de Letras, pela seção ABL Responde, que esclareceu a questão da seguinte forma (com exemplos meus inseridos entre chaves):
Resposta : Telma, na construção "seja qual fosse" quebra-se o princípio de "correlação de tempos e modos verbais", que deve ser observado em frases como as citadas por você [Exemplos: "Seja qual fosse a dúvida, ele sempre teve a resposta na ponta da língua", "Fosse qual fosse a dúvida, ele sempre teve a resposta na ponta da língua".]. Se o primeiro verbo está no pretérito imperfeito do subjuntivo ("fosse"), deve-se manter o segundo também no imperfeito do mesmo modo verbal: "fosse qual fosse".

sexta-feira, 18 de março de 2011

Arco-íris tem plural?

Os dicionários Houaiss e Aulete Digital dizem que não, mas o Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa, o Volp, diz que sim. E agora?
Houaiss e Aulete Digital afirmam ser "arco-íris" um substantivo masculino de dois números, ou seja, forma igual para singular e para plural. O dicionário Michaelis não tem um verbete de entrada para arco-íris, mas é possível achá-lo em arco. Ainda assim, não há indicação número (se é singular e/ou plural).
Já o Volp, nova ortografia, mostra assim: arco-íris s.m.; pl. arcos-íris. O plural é arcos-íris. Fica a curiosidade de saber se sua versão anterior também tinha o plural distinto do singular.
Os sites que tratam do assunto são divergentes, assim como os dicionários e o Volp. Este último é quem dá a grafia oficial das palavras na nossa língua, mas aqueles também não podem ser ignorados. Parece razoável se ficamos com as duas formas registradas: os arco-íris e os arcos-íris.

terça-feira, 1 de março de 2011

Decente ou descente?

As duas formas existem, mas têm significados diferentes.
Decente é o adjetivo atribuído ao que é digno, correto, ao que está em conformidade com os padrões morais e éticos da sociedade, de acordo com definição do Houaiss. Exemplo: homem decente. Por extensão de sentido, é o que está conforme com o que se espera de qualidade, utilidade, apresentação de algo ou alguém. Exemplo: refeição decente, roupa decente.
Já descente é o que desce, o que se dirige para baixo. Exemplos: águas descentes, estrela descente (cadente).

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

O fast-food ou a fast-food?

A segunda forma é a correta. A fast-food, para o tipo de comida e para a lanchonete.
Assim afirmam Dicionário Houaiss, Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa (Volp) e Aulete Digital. Entretanto, o Aulete Digital faz a seguinte diferença, ao registrar fast-food também como palavra masculina:

sf.

1. Tipo de comida, como sanduíches, batatas fritas, sorvetes etc., preparada e servida com rapidez em lanchonetes

sm.

2. Lanchonete que serve esse tipo de comida


Vale lembrar que, para a norma culta, quem dá a palavra final é o Volp, da Academia Brasileira de Letras: a fast-food.

sábado, 29 de janeiro de 2011

"Nada de mais" ou "nada demais"?

A primeira forma é a correta.
Nada de mais, nada de menos. Não: nada "demenos".
É preciso ficar com o "de": nada de interessante, nada de importante, nada de blablablá.
O "de" não é de "demais". Demais é um advérbio que significa demasiadamente, em excesso, além da conta. Não parece fazer sentido: "Isso não é nada de em excesso". Já parece fazer sentido: "Isso não é nada de mais".
Mais uma: Há a locução "por demais", que significa demasiadamente, excessivamente.
Vale lembrar da frase exclamativa: Isso é demais! Nesse caso, é "demais", junto assim. Não temos aqui o "nada de". Temos aqui o "isso é". Isso é demais, é incrível, é complicado, é, às vezes, difícil de explicar.