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domingo, 29 de junho de 2008

Vende-se casas

Em 2006, esta coluna deu a seguinte explicação para esclarecer uma dúvida comum: “vendem-se casas” ou “vende-se casas”?

1. A norma culta da língua considera “casas” como o sujeito de “vendem-se” na sua forma passiva “casas são vendidas”. Por isso, verbo no plural.

2. A nossa língua falada elegeu a forma “vende-se casas”. Entende-se que alguém vende as casas. O verbo fica no singular.

A conclusão: as duas formas são usadas, cada qual em seu contexto. No entanto, cada vez mais aumenta o número de especialistas que justificam o uso correto do verbo no singular para essa construção. Veja:

Em “vende-se casas”, “casas” é objeto do verbo “vender”. A regra mais geral é que o verbo concorda com o sujeito, não com o objeto.

O sujeito de “vende-se casas” é indeterminado, no sentido de que não é expresso. O pronome “se” marca essa indeterminação do sujeito. Assim, o verbo fica no singular.

A oração é ativa e é escrita, lida e analisada como tal. Portanto, escreva corretamente no singular.


Obs.: Leia o texto de Sírio Possenti sobre esse assunto. Clique aqui.

domingo, 22 de junho de 2008

Segmento e seguimento?

Os dois substantivos existem e têm significados diferentes.
Segmento é uma das partes de algo que foi dividido. Exemplo: Dentre os itens pesquisados, o segmento de produtos alimentícios foi o que teve maior alta. Já seguimento, do verbo seguir, significa continuação. Exemplo: O profissional deu seguimento a seu trabalho.

Agourar ou gorar?

Os dois verbos existem e têm sentidos diferentes.
Agourar é prever algo (bom ou ruim), pressentir, antever (“agourou bem do novo colega”). Por vezes é usado no contexto de fazer (ou ser sinal de) mau agouro (“agourou seu inimigo”). Já gorar é o mesmo que estragar, apodrecer. Por extensão de sentido, significa também fracassar antes de iniciar, abortar, frustrar (“a amizade gorou”).

domingo, 15 de junho de 2008

Câmpus

Sim, escrevi com acento. Não, não escrevi a palavra latina “campus”, escrevi sua forma aportuguesada, que tem acento circunflexo. Seu plural é câmpus também, assim como bônus e vírus, iguais no singular e no plural.
As duas formas, tanto a latina “campus” (plural “campi”) como a portuguesa câmpus, são usadas e aceitas hoje em dia. É uma questão de preferência. No entanto, a forma latina ainda é mais freqüente.
Em tempo: câmpus significa o espaço físico de uma universidade.
Curiosamente, câmpus veio da forma latina “campus” pelo inglês. Nesta língua, a palavra tem dois plurais: o que veio do latim, “campi”, e o criado pelo inglês mesmo, “campuses”. Ao importarmos a palavra, optamos por ficar só com as formas latinas, que são bem mais a cara do português.
Por terem essa semelhança com a nossa língua, visto que o português veio do latim, “campus” e “campi” facilmente são aportuguesadas sem causar tanto estranhamento. Escreva sem medo.

domingo, 8 de junho de 2008

Seje forte ou seja forte?

A segunda forma é a correta. Não existe a forma “seje”, assim como não existe a forma “esteje” – a primeira do verbo ser e a segunda do verbo estar. Como são erros corriqueiros na norma culta da língua, esteja atento para sempre falar e escrever as formas conjugadas corretas desses verbos, com a terminação em “a”.

O coma ou a coma?

As duas formas são corretas, mas têm significados diferentes. A coma é o mesmo que cabelo crescido, grande e, nas partituras de música, é um sinal em forma de vírgula que indica o momento em que se deve respirar sem fazer pausa. O coma é o estado de perda total ou parcial da consciência, da motricidade e da sensibilidade geralmente devido a intoxicações, lesões cerebrais e problemas endócrinos e metabólicos.

domingo, 1 de junho de 2008

DVD's ou DVDs?

A segunda forma é a correta. Com apenas um “s” e sem espaço. Não se usa o apóstrofo ( ' ) na formação do plural de siglas.
Em português, o apóstrofo indica a omissão de um fonema (letra). Exemplo: copo de água = copo d'água.
Veja plurais corretos: CDs, DVDs, RGs, CPFs, UTIs, ONGs.

Inclusive ou exclusive?

As duas formas são corretas. Ambas existem na língua portuguesa. São advérbios e seus sentidos, como parece, são opostos.
Inclusive significa de modo inclusivo, sem exclusão, até mesmo (ex.: vi tudo, inclusive o quadro – vi o quadro também). Exclusive, por sua vez, é o mesmo que sem inclusão (ex.: comerei tudo, exclusive o doce – não comerei o doce).