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quarta-feira, 22 de novembro de 2006

Os porquês

Na hora de escrever, uma das maiores dúvidas está no uso dos porquês. E não é para menos, já que são quatro formas diferentes: junto, separado, com acento e sem acento. Para acertar, precisamos pensar no contexto da frase. Há dicas que ajudam a escolher a forma correta. Vamos entender como isso funciona.

1. “Por que” (separado e sem acento) é usado em dois casos. Quando equivale às expressões “pelo(a) qual”, “pelos(as) quais”: “São lindos os caminhos por que (= pelos quais) passei”. E quando equivale a “por que razão”, “por qual razão”: “Por que (= por que razão) não temos uma sociedade mais justa?”.

2. “Porque” (junto e sem acento) introduz explicação ou causa do que se afirma: “Vou porque estou animada”.

3. Importante: não é a presença do ponto de interrogação que decide se é junto ou separado. Em “Você não foi porque estava doente?”, o que se pergunta não é por que a pessoa estava doente, mas, sim, se a doença foi o motivo da ausência.

4. “Por quê” (separado e com acento) é usado quando a oração termina com esta palavra: “Ele fez isso por quê?”; “Ele não vai, e não sei por quê”. É separado porque equivale a “por qual razão” (“Ele fez isso por qual razão?”). O “quê”, sendo um monossílabo tônico terminado em “e”, é acentuado.

5. “Porquê” (junto e com acento) é um substantivo e significa “motivo”, “causa”: “Não entendemos o porquê (= o motivo) da demissão dele”.

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