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quarta-feira, 29 de novembro de 2006

'Mega-operação' ou 'Megaoperação'?

A segunda forma é a correta. O prefixo “mega” liga-se sempre sem o hífen, assim como os prefixos “maxi” e “mini”. Se a palavra seguinte começar com “r” ou “s”, esta letra deverá ser duplicada. Veja alguns exemplos: “megassuceso”, “maxiaproveitamento”, “minissaia”, “minióculos”.

'Se ele propor' ou 'Se ele propuser'?

A segunda forma é a correta. Quando a oração for iniciada por “se”, o verbo deve estar no futuro do subjuntivo. “Propor”, que tem a conjugação de “pôr”, nesse caso fica “propuser”. Outros verbos, como “dispor” e “depor”, também são conjugados como “propor“ (“se ele dispuser”, “se ele depuser”).

domingo, 26 de novembro de 2006

'Cuarar a roupa' ou 'Quarar a roupa'?

A segunda forma é a correta. “Quarar”, segundo o dicionário “Houaiss”, é um regionalismo usado no Brasil que tem o mesmo significado de “corar” (clarear a roupa pela exposição à luz do sol). “Corar” também significa “dar cor”, “pegar cor”, “enrubescer” e até “acanhar-se”, entre outros.

'De repente' ou 'Derrepente'?

A primeira forma é a correta. De acordo com o dicionário “Houaiss”, “repente” é um substantivo masculino que significa: “ação repentina, dito repentino, impensado” ou “qualquer improviso ou verso improvisado”. A locução “de repente” significa, então, “de súbito, repentinamente”.

quarta-feira, 22 de novembro de 2006

Os porquês

Na hora de escrever, uma das maiores dúvidas está no uso dos porquês. E não é para menos, já que são quatro formas diferentes: junto, separado, com acento e sem acento. Para acertar, precisamos pensar no contexto da frase. Há dicas que ajudam a escolher a forma correta. Vamos entender como isso funciona.

1. “Por que” (separado e sem acento) é usado em dois casos. Quando equivale às expressões “pelo(a) qual”, “pelos(as) quais”: “São lindos os caminhos por que (= pelos quais) passei”. E quando equivale a “por que razão”, “por qual razão”: “Por que (= por que razão) não temos uma sociedade mais justa?”.

2. “Porque” (junto e sem acento) introduz explicação ou causa do que se afirma: “Vou porque estou animada”.

3. Importante: não é a presença do ponto de interrogação que decide se é junto ou separado. Em “Você não foi porque estava doente?”, o que se pergunta não é por que a pessoa estava doente, mas, sim, se a doença foi o motivo da ausência.

4. “Por quê” (separado e com acento) é usado quando a oração termina com esta palavra: “Ele fez isso por quê?”; “Ele não vai, e não sei por quê”. É separado porque equivale a “por qual razão” (“Ele fez isso por qual razão?”). O “quê”, sendo um monossílabo tônico terminado em “e”, é acentuado.

5. “Porquê” (junto e com acento) é um substantivo e significa “motivo”, “causa”: “Não entendemos o porquê (= o motivo) da demissão dele”.

domingo, 19 de novembro de 2006

'Pode haver' ou 'Podem haver'?

A primeira forma é a correta. “Haver”, com sentido de existir, é impessoal, isto é, fica no singular porque não há um sujeito para que se tenha uma concordância (“há erros”). O mesmo vale para as locuções formadas com “haver”, como “pode haver” e “deve haver” (“pode haver erros”).

'Tinha entregue' ou 'Tinha entregado'?

A segunda forma é a correta. “Entregar” tem dois particípios: o longo (entregado) e o curto (entregue). O particípio longo é usado com os verbos auxiliares “ter” e “haver” (“tinha entregado” e “havia entregado”) e o curto, com os verbos auxiliares “ser” e “estar” (“foi entregue”, “está entregue”).

quarta-feira, 15 de novembro de 2006

Embaixo e em baixo

Pensar por analogia nos ajuda a esclarecer dúvidas na hora de escrever. Mas nem sempre. É o que acontece com “embaixo” e “em baixo”. Se pensarmos na grafia de “em cima” e escrevermos “em baixo”, erraremos. Neste caso, a incoerência de grafia torna-se uma armadilha. Vamos entender como isso funciona.

1. A incoerência está no fato de um advérbio ser escrito junto e outro, separado. Para referir-se a algo que está situado em um plano ou ponto inferior, escrevemos “embaixo” (junto): “a bola foi parar embaixo do carro”. E se queremos dizer que algo se encontra em uma parte mais elevada, usamos duas palavras: “em cima” (“as frutas estão em cima da mesa”).

2. Escrevemos “em baixo” quando “baixo” for um adjetivo, uma palavra autônoma, portanto, separada de “em”, que funciona como preposição. Exemplo: “Ela falou em baixo tom”. Sendo um adjetivo, essa palavra pode se flexionar: “O avião estava em baixa altitude”.

3. A confusão, agora já esclarecida, não acontece somente com esse par. Assim como “embaixo” e “em baixo”, “debaixo” e “de baixo” também deixam algumas pessoas em dúvida.

4. A solução é a mesma. O par é “de cima” e “debaixo”, um separado e o outro junto. Veja os exemplos: “de cima da cama” e “debaixo da cama”. Já em “olhou o vestido de baixo a cima”, o significado é bem diferente, embora na grafia haja pouca diferença.

domingo, 12 de novembro de 2006

'Pra mim fazer' ou 'Pra eu fazer'?

A segunda forma é a correta. Neste caso, deve-se ter um sujeito antes do verbo no infinitivo. O pronome “mim” está errado porque não tem essa função. “Eu”, assim como “você”, “ele”, são pronomes pessoais que funcionam como sujeito. “Para eu fazer” = “Para que eu faça”.

'Daqui a 2 dias' ou 'Daqui há 2 dias'?

A primeira forma é a correta. A confusão acontece porque “a” e “há” têm a mesma pronúncia, mas o significado é diferente. A preposição “a” indica, na expressão “daqui a”, a noção de tempo futuro. Já a forma “há”, flexão do verbo “haver”, expressa a noção de tempo passado (“saímos há 4 dias”).

quarta-feira, 8 de novembro de 2006

Mau e Mal

Quem nunca foi pego pela dúvida na hora de escrever essas palavras que têm a mesma pronúncia? Onde usamos uma e outra? Elas têm o mesmo sentido? Fica muito fácil eleger a forma certa em cada contexto depois que passamos a conhecer suas funções e seus significados. Vamos entender como isso funciona.

1. “Mau”, como adjetivo, atribui uma característica ao substantivo que acompanha. Ele pode se flexionar em gênero (“menina má”) e número (“más companhias”, “maus tempos”). “Mau” também pode se substantivar (“os maus serão punidos”) e, da mesma forma como o adjetivo, se flexionar.

2. “Mal”, como advérbio, acrescenta uma característica de modo a alguns adjetivos ou ao verbo que acompanha (“mal educado” e “dormiu mal”). Como conjunção, liga orações e equivale a “tão logo”, portanto, traz uma idéia de tempo (“mal chegou, quis sair”). Quando vem antecedido por um artigo ou pronome, expresso ou subentendido, “mal” torna-se substantivo (“lutamos contra o mal” e “desse mal não sofro mais“).

3. Depois do exposto, podemos perceber que, embora tenham o aspecto negativo por semelhança, essas duas palavras têm funções diferentes e por isso não podem ser confundidas.

4. Se ainda restarem dúvidas, uma dica para saber qual forma escolher na hora de escrever é: “mau” opõe-se a “bom” e “mal” opõe-se a “bem”.

segunda-feira, 6 de novembro de 2006

'Fim de semana' ou 'Final de semana'?

A primeira forma é a mais correta. “Fim” é substantivo; “final”, adjetivo. Uma dica para saber qual forma escolher é trocar pelos antônimos “início” (substantivo) e “inicial” (adjetivo): “início de semana” está correto, mas “inicial de semana” não faz sentido. O mesmo vale para “fim de ano”.

'A quilo' ou 'Por quilo'?

A segunda forma é a única correta pela gramática padrão, mas a preposição “a” tem sido aceita em contextos mais informais nessa estrutura no lugar de “por” e “em”. Essa substituição já foi observada no comércio, pelo fato de a preposição “a” ser mais fácil e rápida.

quarta-feira, 1 de novembro de 2006

Crase em 'Sujeito a'

Acidentes e algumas infrações de trânsito são responsáveis por deixar os veículos sujeitos a guincho e/ou a multa. Com o objetivo de advertir as pessoas quanto a essas punições, vemos muitos avisos em portões de garagens: “Não estacione. Sujeito a guincho”. Mas como escrever corretamente? Com crase ou sem crase? Vamos entender como isso funciona.

1. Ocorre crase quando há a fusão da preposição “a” com o artigo “a(s)” e com os pronomes demonstrativos “aquele(s)”, “aquela(s)” e “aquilo(s)”.

2. Em “sujeito a multa”, há somente a preposição “a” porque a palavra seguinte foi empregada em sentido genérico, ou seja, não determinada por artigo nem pelos pronomes demonstrativos citados no item 1. Por esse motivo, a crase não se justifica nessa estrutura. Se houvesse referência à multa, isto é, se a palavra “multa” estivesse determinada, haveria crase. Exemplos: “O infrator estará sujeito à multa de R$ 85”; “Fulano ficou sujeito àquela multa da qual fomos avisados”.

3. Na famosa frase “sujeito a guincho” não há crase porque “guincho” é uma palavra masculina. Neste caso, não podemos dizer “sujeito ao guincho”, pois, assim como “sujeito a multa”, não há um complemento que o determine. Se houver referência a alguma especificação, o artigo estará presente. Exemplo: “O carro estava sujeito ao guincho da prefeitura”.